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Inibição de mordida

A par da sociabilização, uma das prioridades por parte dos tutores, deve ser, ensinar um cachorro a inibir a força com que morde. Um cão que tenha uma boa inibição de mordida é um cão que, mesmo num contexto desconfortável em que seja provocado para morder, não cause danos na pele da vítima. A inibição de mordida é então, a capacidade que um cão adquire em inibir a força com que morde. Esta capacidade começa a desenvolver-se no seio da ninhada, enquanto os cachorros brincam uns com os outros. Frequentemente ouve-se um cachorro a ganir fruto de uma mordida por parte de um irmão e nesse mesmo instante a brincadeira cessa. O cachorro que ganiu comunicou ao irmão que a mordida que levou doeu e por isso decidiu terminar a brincadeira. O cachorro que mordeu, por sua vez, está a aprender que, sempre que morder com aquela intensidade a brincadeira acaba, logo vai ter tendência em controlar esse comportamento e a controlar a força com que morde. Este é um dos motivos pelos quais os cachorros não devem sair da ninhada antes de completarem os 2 meses de vida, precisamente para brincarem com os irmãos, adquirem alguma inibição de mordida e aprenderem a comunicar uns com os outros.



O mordiscar é um comportamento normal, natural e essencial em todos os cachorros, e quanto mais eles usarem a boca para brincar maiores serão as probabilidades de adquirirem uma boa inibição de mordida. Assim que acolhemos o cachorro, devemos dar continuidade a este trabalho e devemos fazê-lo da seguinte forma: 1º ensinamos o cachorro a controlar a força com que morde e 2º fazemos com que essas mordidas se tornem menos frequentes.

A regra numero 1 é NUNCA incentivarmos o cachorro a brincar com as nossas mãos ou com alguma peça de roupa que tenhamos vestido. Sendo assim, devemos usar brinquedos ou peluches próprios para brincar com o cachorro e incentivá-lo a morder esses objetos. É perfeitamente normal, que com a excitação da brincadeira, o cachorro possa falhar o alvo e acidentalmente morder-nos a pele, nestes casos devemos soltar um “Auch” (como se a mordida tivesse causado intensa dor), escondemos o brinquedo e paramos a interação por alguns segundos. Passado algum tempo, pedimos um comportamento alternativo (“senta” por exemplo) e assim que o cachorro responder, reforçamos com o reiniciar da brincadeira. Repetimos o processo descrito, SEMPRE que os dentes do cachorro tocarem na nossa pele e com o tempo o cachorro vai aprender que mordiscar partes do corpo humano resulta no cessar da brincadeira, ou seja, algo que ele quer evitar, e desta forma vai aprender a inibir a força com que morde e consequentemente a frequência dessas mordidas vão ser cada vez menores. É muito importante que a abordagem seja feita desta forma. Usar aversivos para castigar o cachorro por morder, vai fazer com que o cachorro deixe de morder de vez mas isto não é sinónimo de inibição de mordida. Neste tipo de casos, se no futuro o cão tiver que usar a boca para se defender, vai usá-la usando a força toda pois não teve qualquer tipo de educação para inibir a mordida. Quanto mais o cachorro mordiscar mais oportunidades teremos para lhe ensinar a controlar a força com que morde e isto é uma mais valia para o futuro.

Patrick Rocha - Todos os direitos reservados

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