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Qual o equipamento de passeio mais adequado para o meu cão?

Tem dúvidas sobre qual o equipamento mais aconselhado para passear o seu cão? Este artigo vai ajuda-lo nessa sua escolha!



Tendo em conta que é obrigatório o uso de trela na via pública (http://patrickrocha.pt/post/passear-o-cao-sem-trela-porque) será necessário escolher o melhor equipamento para prender a trela no seu cão. Neste sentido existem várias opções no mercado, coleiras, peitorais e coleiras de cabeça (mais conhecidos por “head collars”). Por vezes esta escolha torna-se difícil devido às centenas de opções que temos. O conselho que dou é, esqueça a questão estética e foque-se na questão funcional. Todos estes equipamentos são desenhados para atuarem de formas especificas no caminhar do seu cão, neste sentido, tenha em consideração o porte, a saúde, o focinho e a energia do seu cão, antes de fazer a escolha derradeira. Coleiras

Neste artigo vou-me focar apenas nas coleiras normais que encontramos à venda e não nas coleiras “aversivas” (sobre estas últimas já escrevi um artigo que podem rever no seguinte link: https://www.patrickrocha.pt/post/diga-não-às-coleiras-aversivas. As coleiras normais, são provavelmente as mais usadas em todo mundo por estarem disponíveis em qualquer superfície comercial. É um equipamento fácil de usar, bastando ajustar o tamanho e prender à volta do pescoço do cão. Podem ser uma opção para cães que não puxam nada à trela, mas deixam de ser uma opção para cães que puxam à trela, isto porque, estando a trela presa à coleira, o cão ao puxar vai sentir uma enorme pressão no pescoço e isso pode prejudicar severamente a coluna vertebral e a traqueia, ao mesmo tempo que prejudica o sistema respiratório, daí os cães ficarem com uma respiração ofegante e tosse, fruto da pressão sentida no pescoço por puxarem à trela.

Peitorais – de prender no dorso

Estes são os peitorais mais comuns no mercado, nos quais prendemos a trela na argola que se encontra no dorso do cão. Confesso que existem alguns peitorais destes que me fazem imensa confusão, principalmente quando para o colocar no cão, é necessário introduzir a cabeça, depois uma pata, depois a outra e só depois é que podemos apertá-lo. No meu ponto de vista, não são nada funcionais e podem inclusivamente gerar algum stress no cão, no momento de os colocar. Por isso, se optar por um peitoral de prender no dorso, opte por um que seja fácil de colocar. Estes peitorais são uma boa opção para cães que não puxam à trela, mas quando falamos de cães que puxam à trela, estes peitorais podem tornar-se um problema, precisamente devido ao efeito ação-reação, ou seja, quanto mais força nós aplicarmos no sentido de prevenir que o cão puxe, mais força o cão irá fazer para seguir a sua trajetória. No entanto, ao contrário das coleiras, os peitorais são mais benéficos pelo facto de não terem um impacto negativo na fisionomia e respiração do cão. Peitorais – de prender à frente

Estes são a minha escolha número 1. Ao contrário dos peitorais tradicionais, nos quais prendemos a trela no dorso do cão, nestes peitorais prendemos a trela à frente, acima do externo. São extremamente funcionais e em alguns cães, resolve de imediato a questão de pararem de puxar à trela, o que torna os passeios muito mais calmos e prazerosos para os tutores. Por a trela prender à frente deixamos de ter o efeito ação-reação, deixamos de ter a pressão prejudicial no pescoço do cão, e passamos a ter um equipamento prático e fácil de colocar. Sempre que o cão começar a puxar, a trela fica tensa, e como está presa no peito do cão, vai fazer com que ele redirecione para o tutor, deixando de puxar. Coleiras de cabeça – “Head Collars”



Os “Head Collars” ainda são tidos por muitos como um equipamento controverso. Pessoalmente, vejo neles um enorme potencial, são extremamente funcionais e podem ser uma mais valia num processo de reabilitação de cães com comportamentos reativos/agressivos ou em cães que puxam imenso à trela. A forma como estes atuam quando o cão puxa ou reage de forma menos desejada a um estímulo, assemelha-se à forma como os cabrestos são usados nos cavalos.

a questão de estética, os “Head Collars” são muitas vezes confundidos com açaimes, no entanto, são muito distintos no que toca à finalidade do seu uso. Quando usados de forma correta, os “Head Collars” fornecem maior controlo ao tutor, para além de não causarem danos na saúde do cão e permitem que bebam, comam e respirem normalmente. Ao contrário dos outros equipamentos acima mencionados, os “Head Collars” solicitam um trabalho de dessensibilização prévio para o cão se acostumar aos mesmos. Todos os cães são diferentes e os conselhos facultados neste artigo são descritos de forma generalizada, o que não descarta uma avaliação mais individualizada do seu veterinário ou especialista em comportamento de cães. Ensinar um cão a caminhar calmamente à trela, exige paciência, dedicação e conhecimentos técnicos.

Patrick Rocha - Todos os direitos reservados

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